O paraíso colombiano: ¡La respuesta es San Andres!

A Colômbia está na moda com sua música, suas cores e - principalmente - suas passagens em conta para o bolso brasileiro. Como dizem por lá, el riesgo es que te quieras quedar - literalmente,“o perigo é que queira ficar”! Quer saber por quê?

Além da população simpática e que te ajuda se não souber espanhol, o país é conhecido pelo mar de sete cores na costa caribenha e o auge dessa beleza é, definitivamente, San Andrés. A ilha é mais próxima da Nicarágua, o que significa que você está bem no meio do mar do caribe, com tons absurdamente lindos do verde ao azul.

Prepara a pipoca que o post é suuuuper completo para 2 ou 3 dias nesse paraíso!

Ilha Jhonny Cay: O escuro na água são pedras rasas. Pequenos peixes ficam ali se alimentando.
Ilha Jhonny Cay: O escuro na água são pedras rasas. Pequenos peixes ficam ali se alimentando.

De todos os lugares que visitei neste intercâmbio na Colômbia, San Andrés é a ilha com a praia mais bonita e que cumpre a promessa de água límpida e areia branca fina. Acostumados com o turismo internacional, a população local intercala a língua entre criollo e espanhol, também falando um inglês básico. Aceitam peso colombiano ou dólar americano, por exemplo, e contam com inúmeros passeios! Amamos ou amamos muitão?

Para quem vive de viagem low cost como eu*, aqui está o seu guia de como chegar nesse paraíso economizando ao máximo e, ainda assim, vivendo like never before!

O que fazer por lá? Confira 5 super dicas!

  • Volta completa na ilha: aluguel de bicicleta, carro de golfe, moto ou jipe

Olha que genial! Existe uma estrada que rodeia a ilha inteirinha e você não precisa de guia ou de carteira local, basta mostrar a sua e dividir a conta com amigos. Os preços variam. Pergunte no hostel uma recomendação de lugar e faça você mesma o seu roteiro: saia a hora que quiser, no ponto do mapa que quiser, com a liberdade de ter o seu ritmo.

  • Playas del Centro

Quando cheguei lá, as pessoas estavam dormindo ou tomando uma cervejinha. A relaxante praia do centro é verde clara com algas no fundo e nada de ondas. Ao lado, tem um café Juan Valdez, hamburguerias, creperias e redes de fast food colombianas para comprar e comer na areia. Super seguro, pode deixar suas coisas na praia e boiar sem preocupações.

  • Jhonny Cay e Acuario

Por 20,000 COP, você sai às 9h30 e volta cerca de 16h30 para San Andrés. O passeio inclui uma ilha chamada Jhonny Cay, que tem um parque para preservação da vegetação - não pague a entrada lá, pois já está no preço do passeio - e restaurantes com bandeja costeña, o típico prato da costa: peixe inteiro, arroz de coco, banana frita, salada pequena e uma sopa de caneca na entrada. O almoço completo sai por 25,000 COP, em dinheiro.

O aquário é natural, nada de bichos presos! Os corais formam piscinas internas e os peixes ficam ali, sem se perturbar com o presença de humanos. Vi um peixe espada e deu medinho, mas vi ouriços, estrelas do mar enormes e cardumes coloridos. Foi emocionante!

Ah, compre óculos para água no mercado ou pagará lá o pacote de 25,000 COP (é caro!). Há a opção de comprar por 10,000 COP um sapato especial para andar protegido nos corais, mas seja sagaz como eu e só tome cuidado. Budget total até aqui: 80,000 COP.

Como economizar? Leve comida para o almoço e procure os óculos para água antes de ir, sem comprar o tênis para corais. O budget cai para 35,000 COP, contando com pagamento do barco, frutas no mercado e uma cervejinha Club Colombia em Jhonny Cay.

  • Nadar com raias fofonas e ver enormes estrelas do mar

Certeza que você fez careta para a possibilidade de nadar com raias! De início, eu me recusei a sair do barco, mas vi o quão fofinhas e calmas eram e pulei no mar raso, que dá para ficar em pé. O segredo que vão fazer os leitores me amarem: não pague por esse outro passeio. É, isso mesmo! Já no aquário você anda um pouco mais distante das pessoas e encontra as pequenas e cinzas raias e as enormes e laranjas estrelas do mar.

 

  • Baladas à noite

Aquela coisa: só começa meia-noite e você tem incríveis três opções. A balada principal é Coco Loco, por 25,000 COP a entrada, em homenagem ao drink famoso que mistura vários álcoois dentro de um coco. A segunda opção é meio caidinha, atrás de uma lanchonete, por 20,000 COP e até 4h da manhã. No lado de fora, tem shot flamejante por 6,000 COP. Recomendo! 😉

A terceira opção - a que escolhi - era 15,000 COP o homem e 10,000 COP a mulher, com músicas variadas - todas dizem assim, “variado!” - até 3h da manhã. A parte engraçada: gringo não sabe dançar nada super latino, né? Ligue o botão do “I don’t care” e dance como quiser, apenas aproveite! Não guardei o nome, mas é na calçada em frente ao Coco Loco.

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Dez coisas que você precisa saber antes de ir

  • Taxa de turismo:

    todos - inclusive colombianos - pagam uma taxa para entrar. Por quê? Bem, a ilha não tem indústria e seu comércio vive do turismo. Basicamente, nós bancamos a vida da população ao ir lá. Custa 105,000 COP (cerca de R$113,00) em dinheiro, no aeroporto de ida, antes de embarcar. Não perca o comprovante, o pedem na saída da ilha.

  • Companhias aéreas

    Da mais barata à mais cara: VivaColombia, Wingo, Latam, Avianca.

  •  Pacotes de passeios:

    no centro, de onde saem os barcos, você pode negociar descontos. Fora isso, os hostels têm informações e preços tabelados - e são os únicos que aceitam cartão de crédito. Estudantes não ganham preço especial, infelizmente.

  • Horários:

    9h30 saem todos os barcos, depois só 15h30 para ver as raias e às 19h um barco de open bar de bebida e comidas, com música (90,000 COP por pessoa, negocie!).

  • Hostel:

    a hospedagem é a mais cara de toda Colômbia. El viajero hostel é o mais em conta, com café da manhã que rende sanduíches para o dia inteiro e perto do centro, custa 60,000 COP a noite em quarto compartilhado. Há varandas para fumantes e uma cozinha moderna para cozinhar. Um mercado que aceita cartão na mesma rua, com bons preços.

  • Telefone:

    o sinal funciona bem, mas, caso necessite, o melhor chip é Tigo ou Movistar. Com 5,000 COP, faça plano de internet + redes sociais gratuitas e registre feliz sua viagem.]

  • Documentação:

    a identidade brasileira serve perfeitamente e não há necessidade de visto. A vacina de febre amarela é obrigatória. Tome gratuitamente em postos 10 dias antes.

  •  Segurança:

    com policiais em todos os lados - dois, aliás, anotaram meu número para mandar dicas e realmente o fizeram, muito fofões -, a ilha não parece perigosa. Inclusive, caminhei 3h da manhã por lá e estava aquele deserto de todo mundo na sua caminha.

  • Dinheiro: em espécie!!!

    Peso colombiano ou dólar. Quase nenhum lugar aceita cartão.

  • Aviso a vegetarianos e veganos:

    não tem jeito. Subway ou salada de frutas na rua. Tudo tem carne, peixe ou frango nesse país. Passe no mercado e prepare sua quentinha.

Prontinho! San Andres pode ser a sua tão querida pausa na vida corriqueira, tão intensa que não dá para ler as notícias do Brasil. Seus problemas evaporam nesse solzão e você volta renovada(o) no humor e na autoestima. Se você também quer realizar esse sonho, mande essas dicas para quem amaria um mar de sete cores! E depois nos conte como foi. 🙂

 

 


* Clarice Ferro, carioca, 23 anos, comunicadora e colaboradora no blog No Pasa Nada.

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